Greve dos metroviários: Por onde anda David Matos, presidente do Metrô-DF?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011
A incompetência administrativa que acompanha David Matos desde os tempos em que presidiu os Correios, atinge agora os usuários do Metrô-DF. Com paralisações constantes, numa total afronta à população, os metroviários fazem e acontecem e o presidente do Metrô-DF simplesmente submergiu diante do caos que prejudica a população nos últimos seis dias. Pode até ser companheiro, mas é incompetente. Já passou da hora do governador Agnelo Queiroz trocar a direção do Metrô-DF, mas parece que, à exemplo do Detran, o GDF não se preocupa com o que a população acha.
A incompetência de Matos já é conhecida pela grande imprensa. Agora, a população do DF é refém dos metroviários e pelo visto, a greve deve durar mais tempo.
Vale lembrar que a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que deixou o cargo após acusações de tráfico de influência, empregou no ministério uma das filhas do então presidente dos Correios, David José de Matos.
Nomeada assessora do gabinete da Casa Civil em 25 de junho de 2010, Paula foi exonerada em 21/09/2010, “a pedido”, conforme portaria publicada no “Diário Oficial”. “Pedi que se afastasse”, afirmou David Matos, que foi indicado por Erenice para presidir os Correios um mês depois que a filha dele foi trabalhar com a então ministra.
Saiba mais:
Por Bastidores: Leandro Colon e Karla Mendes, estadao.com.br, em 12/10/2010 – Estadão

Presidente da estatal fica em situação insustentável

A crise política nos Correios deve fazer sua próxima vítima dentro de algumas semanas: ninguém menos que o próprio presidente da estatal, David José de Matos. É consenso no Palácio do Planalto que sua permanência no cargo é insustentável.
Indicado por Erenice Guerra – de quem é amigo pessoal -, Matos é o elo que ainda resta entre a ex-ministra da Casa Civil e o primeiro escalão do governo Lula. É amigo de Erenice desde os tempos em que trabalharam juntos na Eletronorte.
Em junho, a ex-ministra empregou uma filha do presidente dos Correios, Paula Damas Matos, em seu gabinete – um serviço, disse ela, apenas temporário, mas com um salário de R$ 6,5 mil. Um filho de Erenice, Israel Guerra, trabalhava na Terracap, órgão do governo do Distrito Federal que já teve David de Matos como presidente. O chefe dos Correios ainda é afilhado político do deputado Tadeu Filippelli, que dirige o PMDB do DF e é o candidato a vice-governador na chapa do petista Agnelo Queiroz.
A revelação pelo Estado, na edição de domingo, de que David de Matos aprovou um contrato superfaturado em R$ 2,8 milhões para favorecer a Total Linhas Aéreas, foi a gota d’ água para o presidente Lula e seus assessores em relação ao presidente dos Correios. Os documentos mostram que Matos comandou a reunião de diretoria que autorizou a contratação numa licitação que só teve uma empresa e cujo resultado financeiro ficou acima do estipulado pelos próprios Correios. Os papéis mostram o esforço do coronel Eduardo Artur Rodrigues, então diretor de Operações dos Correios, para convencer, com sucesso, David de Matos a aprovar o fechamento do contrato.
A dúvida dentro do Palácio do Planalto é se a ‘cabeça’ de Davi de Matos deve ser entregue agora, durante a campanha eleitoral, ou somente após as eleições, quando a pressão externa costuma diminuir. O dilema segue um raciocínio político. A queda de David de Matos antes do segundo turno pode dar munição e criar um fato novo para a oposição desgastar o governo e usar o episódio na campanha contra a presidenciável Dilma Rousseff (PT).
Ao mesmo tempo, porém, a permanência dele no cargo é um risco para novas denúncias de irregularidades envolvendo um amigo e indicado de Erenice Guerra, que era braço direito de Dilma na Casa Civil. Em meio a isso, uma única certeza ronda o Palácio do Planalto: um novo presidente tem de assumir os Correios até o fim do atual governo, em 31 de dezembro.
O destino de David Matos chegou a ser debatido ontem no Planalto. ‘A Dilma está irritadíssima (com as denúncias sobre os Correios)’, revelou uma fonte ao Estado. ‘O plano do David é segurar-se no cargo até depois das eleições e tentar um emprego no governo do DF, se o Agnelo ganhar as eleições. Ele tem ligações com o Filippelli, que é o candidato a vice’, acrescentou.
O governo também está avaliando a demissão do diretor comercial dos Correios, Ronaldo Takahashi, em função da sua ligação com a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. Fonte Donny Silva

Nenhum comentário:

Postar um comentário