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Foto: Andressa Anholete / 247 - 16.12.2011 
Paralisação dos metroviários completa 23 dias de prejuízos aos 160 mil passageiros que necessitam do transporte diariamente; governo não consegue negociar com a categoria
A tentativa de negociação entre governo e metroviários não adiantou. Mais uma vez os servidores votaram em assembleia pela manutenção da greve iniciada em 12 de dezembro. Já são 23 dias de atividades reduzidas a oito dos 24 trens do sistema de transporte no Metrô. Dos 160 mil passageiros que utilizam o sistema diariamente, apenas 70 mil conseguem acessar o meio de transporte apertando-se nos vagões. Nesses dias de paralisação, registros de atrasos e superlotação tornaram-se comuns na rotina dos usuários. E o governo não consegue negociar com a categoria para que os 1,2 mil funcionários do sistema voltem ao trabalho.
As mais de quatro horas de conversa – que começou na tarde de ontem (3) e avançou noite adentro – entre representantes do Sindicato dos Metroviários e do governo de nada adiantaram para que houvesse um acordo. Os metroviários afirmam que o governo não melhorou as propostas apresentadas desde o início da greve e, por isso, as negociações não avançaram. Já o governo pede aos funcionários que voltem ao trabalho para, assim, poderem negociar, sem pressão, melhores condições de trabalho e reajustes salariais.
O impasse entre funcionários e patrão afeta 160 mil usuários, que pagam seus impostos e esperam receber um atendimento mais eficiente na concessão de transporte público. Esses trabalhadores que precisam se virar para conseguir chegar ao trabalho na hora certa são vítimas da ineficiência nas negociações, que resultou em mais de dez greves ao longo de 10 meses em 2011. Petista, o governador Agnelo Queiroz se viu diante de um cenário de companheiros que cobraram melhorias para diversas categorias.
Na paralisação dos metroviários, denúncias chegaram a uma tentativa de sabotagem no sistema para que nenhum trem conseguisse rodar nas linhas. O diálogo entre metroviários numa página de relacionamentos na internet, o Facebook, foi parar na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga. Os agentes investigam a conversa que rendeu 120 comentários entre amigos e servidores do Metrô. Eles tramavam colocar mais trens que a linha suporta para congestionar o sistema.
As suspeitas de tentativa de sabotagem levaram a Companhia do Metropolitano a suspender temporariamente os 16 pilotos envolvidos no diálogo. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios também foi provocado a investigar. Até que se comprove que as páginas no site de relacionamento são mesmo dos funcionários e não perfis falsos para prejudicá-los, a companhia não vai cortar os salários dos pilotos. No entanto, por medida de segurança, a empresa acha conveniente mantê-los afastados do trabalho.
Fonte: Brasília 247
Sem acordo, caos nas estações do Metrô continua
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
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