Paulo Octávio pode ser a surpresa em 2014

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Wilson Silvestre
Paulo Octávio pode ser a principal arma do DEM em 2014 para aglutinar forças contra o PT e seus aliados.
“As pessoas não são iguais, assim como os políticos, cada qual com sua trajetória de sucesso ou de fracasso”, frase colhida num jantar na quinta-feira, 23, por um experiente assessor de im­prensa do Senado. Este personagem, que há 19 anos perambula pelos corredores do Congresso Nacional, foi provocado por dois repórteres a fazer uma rápida análise sobre a situação do Distrito Federal pós-escândalo da Caixa de Pandora. No resumo, poucos sobraram politicamente desta avalanche devastadora que soterrou carreiras promissoras. Entre estes sobreviventes, um está sendo lembrado com preocupação pelos adversários: Paulo Octávio.
 O Jornal Opção procurou saber porque a preocupação com PO e conversou com algumas pessoas, dentre elas, dois empresários médios que têm empresas beneficiadas pelo Pró-DF.
 Desde o momento em que ce­deu a vaga de candidato a governador do DF para José Roberto Arruda em 2006, pressionado pelo todo-poderoso presidente do então PFL, Jorge Bornhausen, Paulo Octávio não via com bons olhos a situação de vice-governador. “Ele tinha tudo para ser eleito, mas o partido en­tendeu que José Roberto Ar­ruda reunia condições financeiras para bancar a campanha, além de ter melhor desempenho nas ca­madas C e D, redutos eleitorais de Jo­aquim Roriz. PO vinha trabalhando há anos para ser escolhido. Era presidente e fundador do PFL no DF e go­zava de prestígio jun­to às clas­ses A e a classe mé­dia, mas tam­bém tinha uma grande penetração nas cidades satélites”, re­lembra a fonte ouvida pelo Jor­nal Opção.

Como bom cabrito não berrou na hora do sacrifício, abrindo mão do sonho ou adiando. Re­su­mo da história: veio o es­cân­­­­­­dalo da Caixa de Pandora e var­­reu todos do Palácio do Bu­riti. Paulo Octávio, constitucionalmente, assumiu o governo já que era o vice e por causa da mobilização movida, principalmente pela esquerda petista, re­nunciou ao cargo. “Desta é­po­ca até hoje, não encontraram nada que o desabone, che­ga­ram a vasculhar suas em­pre­sas de pon­ta a ponta para en­contrar algo errado. Não pouparam nem sua vida pessoal, mas ele continuou firme, trabalhando muito e seguindo a vida”, conta o empresário.

“O que pouca gente sabe é que PO não se desligou do DEM, mantendo a ficha de filiação, portanto, não havendo participação na Caixa de Pandora, ele está apto a candidatar-se a qualquer cargo eletivo”, informa a fonte.
Fonte:Jornal Opção

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