VLT não atende à mobilidade no DF

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Foto: Divulgação

Modelo de como deve funcionar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no que hoje é o canteiro central e estacionamento na W3

Projeto inicial será instalado na W3 e não chega, pelo menos neste primeiro momento, a outros setores
Enquanto as empresas de ônibus que operam o sistema de transporte urbano no Distrito Federal enfrentam problemas, devido ao congelamento das tarifas e à falta de benefícios, e as cooperativas de micro-ônibus estão em total colapso, o GDF investe no Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), modelo que está longe de resolver a questão do transporte na capital federal e pode onerar ainda mais os cofres públicos.
Segundo dados do governo, disponíveis no site www.vlt.df.gov.br, o VLT vai transportar cerca de 120 mil passageiros por dia – estimativa retirada do número de passageiros que circulam de ônibus hoje na W3 – e diminuir em 30% o fluxo de veículos de passeio. Porém, o projeto da Linha 1 teria apenas trechos: Aeroporto/Terminal da Asa Sul, Terminal da Asa Sul/502 Norte e  502 Norte/Terminal da Asa Norte.
No total, a obra está orçada em R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 263 milhões serão financiados pelo PAC da Mobilidade Urbana. O PAC financiará a compra dos trens e vagões, além do trecho que liga o aeroporto ao Terminal da Asa Sul. Outra parte do dinheiro veio de processo de empréstimo a ser firmado entre o Governo do Distrito Federal e a Agência Francesa de Desenvolvimento.
Caro e irregular – No fim do mês passado, o Tribunal de Justiça do DF e Territórios acatou argumento do Ministério Público (MPDFT), e anulou licitação e contrato do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Segundo o MPDFT, responsável por mover a ação contra o Estado, a licitação foi direcionada a empresas ligadas a um ex-diretor da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), ex-funcionário da empresa vencedora da concorrência.
GDF aposta em projeto para mudar transporte
Após a decisão da Justiça, o governador Agnelo Queiroz afirmou que não questionaria a determinação por considerá-la correta e saiu em defesa do projeto. “Defendemos uma solução técnica baseada no VLT, pois pode proporcionar uma mudança cultural, privilegiando o transporte coletivo em detrimento do individual. Porém, nosso governo sempre defendeu que isso fosse feito com respaldo legal e transparência. É o que será feito agora”, afirmou.
Fonte: Jornal Coletivo

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