Presidente do DEM brasiliense e terceiro mais votado na última eleição de senador, o ex-secretário Alberto Fraga (foto) reuniu advogados para examinar a possibilidade de cobrar na Justiça Eleitoral a cadeira de Cristovam Buarque. “Se houver consistência em um processo nesse sentido, entrarei no Judiciário”, avisa. Para Fraga, em princípio há consistência. “Se uma condenação como a aplicada a Cristovam não for considerada para a Lei da Ficha Limpa, o mínimo que se pode dizer é que a lei é capenga”, avalia o presidente do DEM.
Lei é lei
Fraga também está convencido de que a condenação, relativa a fato ocorrido em 1996, aplica-se ao atual mandato: “se impediria o réu de concorrer em 2014, com mais razão se aplicaria em 2010”. Fraga também diz que essa não é a forma de que gostaria para ter um mandato de senador, “mas lei é lei”.
Fichas sujas
Em tempo: o presidente do DEM insiste em que Cristovam não é o único condenado entre os senadores. Assegura, como já fez na campanha, que também o senador Rodrigo Rollemberg já sofreu condenação no Tribunal de Contas do Distrito Federal – suas contas como secretário de Estado foram rejeitadas – e não conseguiu reverter o processo no Judiciário. “Isso quer dizer que os dois senadores do Distrito
Federal são fichas-sujas”, conclui Fraga.
Fonte: Do Alto da Torre/Eduardo Brito/Jornal de Brasília
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