Por João
Zisman - A greve dos professores amarga um dissabor não merecido.
Vítima de ausência de sensibilidade e responsabilidade pelos interlocutores do
GDF, o movimento perde consistência, na medida em que pais e alunos sofrem com
as salas de aula vazias, dia após dia.
Erro maior é querer
buscar entendimento com um governo que não governa, pois corre o risco de perder
a razão perante a população que tanto respeita e precisa de seus professores.
Não há o que se esperar de um governo envolto em todo o tipo de denúncias de
corrupção. Esse governo não tem mais nada a perder; já não tem a menor
credibilidade pública.
É hora de repensar
o movimento grevista.
Não se pode ter
medo de apregoar que os professores devam ter as melhores condições de trabalho,
e uma remuneração capaz de não apenas satisfazer suas necessidades básicas de
sobrevivência, mas sim, aquela que dê a possibilidade de conquistar o seu
merecido lugar de destaque na pirâmide social brasileira. É merecido tudo ao
professor.
Rever o movimento
grevista, passados quase 50 dias de paralisação, não é, jamais, enxergar uma
derrota, mas é, sobretudo, fazer com que a grande população afetada diretamente
com a greve, não misture na mesma panela, os professores do Distrito Federal com
essa legião de incompetentes que se dizem responder pelo GDF.
Fonte:
Radio Corredor
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