Recuar para ensinar

terça-feira, 1 de maio de 2012




Por João Zisman - A greve dos professores amarga um dissabor não merecido. Vítima de ausência de sensibilidade e responsabilidade pelos interlocutores do GDF, o movimento perde consistência, na medida em que pais e alunos sofrem com as salas de aula vazias, dia após dia.
Erro maior é querer buscar entendimento com um governo que não governa, pois corre o risco de perder a razão perante a população que tanto respeita e precisa de seus professores. Não há o que se esperar de um governo envolto em todo o tipo de denúncias de corrupção. Esse governo não tem mais nada a perder; já não tem a menor credibilidade pública.
É hora de repensar o movimento grevista.
Não se pode ter medo de apregoar que os professores devam ter as melhores condições de trabalho, e uma remuneração capaz de não apenas satisfazer suas necessidades básicas de sobrevivência, mas sim, aquela que dê a possibilidade de conquistar o seu merecido lugar de destaque na pirâmide social brasileira. É merecido tudo ao professor.
Rever o movimento grevista, passados quase 50 dias de paralisação, não é, jamais, enxergar uma derrota, mas é, sobretudo, fazer com que a grande população afetada diretamente com a greve, não misture na mesma panela, os professores do Distrito Federal com essa legião de incompetentes que se dizem responder pelo GDF.
Fonte: Radio Corredor 

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